Amálgama dental: os cuidados na substituição pela resina

Publicado por:  Aline O. de Almeida

Amálgama dental, ou amálgama de prata, é uma substância usada para restauração dos dentes, assim como a resina, mas diferente dela que tem a cor clara, o amálgama tem uma coloração metálica que esteticamente desagrada algumas pessoas (aqui você pode saber mais sobre isso).

Por esse motivo, muitos pacientes procuram os consultórios odontológicos para retirar a substância metálica e substituir pela resina. Porém, esse procedimento deve ser feito com muito cuidado, uma vez que o amálgama dental contém mercúrio, um elemento prejudicial à saúde e ao meio ambiente.

E, é sobre isso que trataremos a seguir. Neste texto, você saberá como deve ser feito a remoção segura para substituição pela resina dental de modo que a saúde do paciente e do médico não sejam prejudicadas.

Significado de amálgama

A palavra amálgama significa mistura, no caso da usada para restauração dental, uma mistura feita com metais pesados, dentre eles o mercúrio é o principal, porque é ele que torna o material de fácil manipulação para que o profissional consiga usá-lo na restauração dentária.

Porém, o uso dessa mistura levanta algumas discussões sobre, por exemplo:

  • como a substância é tóxica para saúde humana
  • os resíduos gerados que prejudicam o meio ambiente.

Para termos uma noção, a composição do amálgama carrega mais de 50% de mercúrio. Tratamos mais sobre isso a seguir.

A substância prejudica a saúde

O amálgama de prata pode sim prejudicar a saúde como foi relatado acima, tanto na aplicação, quanto no uso e na remoção. Mas se a remoção para substituição por outra substância que não cause mal for feita de forma correta, os problemas serão minimizados.

Essa mistura com mercúrio vem sendo usada nas restaurações dentárias há mais de um século com relativo sucesso. Mas o problema é que cada pessoa reage de forma diferente quanto exposto ao mercúrio.

Os pacientes e os médicos durante o processo de restauração dental, ou de polimento, que é preciso já que o baixo teor de prata com o tempo corrói e acaba escurecendo o amálgama, estão expostos ao mercúrio.

Durante esses procedimentos e também na remoção, os dois (médico e paciente) terão contato com essa substância tóxica, pois, ela evapora e é inalado ou preso à pele das pessoas.

Ou seja, é durante esse processo que há riscos para saúde, mas não só. Porque o mercúrio pode evaporar dentro da boca de quem usa o amálgama. Como ele não emite odor ou tem gosto e cor, o usuário não sabe se está ou não exposto a ele no dia a dia.

Por esse motivo, recomenda-se que o usuário do amálgama procure o dentista e peça a substituição.

O contato com o mercúrio de amálgama

O contato com o mercúrio, usado na mistura do amálgama, é tóxico ele pode se acumular em qualquer órgão, causando sérios danos, estima-se mais ou menos 250 problemas de saúde relacionado ao mercúrio e seu vapor, veja alguns deles:

  • insônia
  • dificuldade na concentração e aprendizagem
  • perda de memória
  • dores musculares
  • cefaleias, tremores
  • autismo
  • alergias
  • doença renal
  • gengivite
  • depressão
  • demência
  • alzheimer
  • ansiedade
  • doenças autoimunes

Mas não se desespere, o amálgama dental foi muito usada pelos profissionais de saúde bucal há um bom tempo, por mais de 100 anos, com experiência e cuidado no seu uso. Normalmente, a escolha pelo amálgama de prata era feita pela facilidade e a resistência que ele oferece.

Ainda hoje, a American Dental Association (ADA) e American e Food & Drug Administration (FDA) apoiam o seu uso. Eles alegam que alguns alimentos possuem mais mercúrio que a própria substância usada na restauração dental, como, por exemplo:

  • atum
  • peixes, em geral
  • carne de porco
  • pão branco
  • batata
  • frutas.

Mas a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhecem o mercúrio como uma substância bem prejudicial à saúde e recomendam a substituição de alguns produtos, dentre eles o amálgama dental.

Uma preocupação também é a exposição frequente dos profissionais de saúde bucal, eles ao prepararem a substância para aplicação sofrem grande exposição ao mercúrio do amálgama dental.

Amálgama dental e o meio ambiente

O amálgama também é bem poluente e os metais pesados em especial o mercúrio são bem poluentes ao meio ambiente, é isso mesmo o mercúrio é o vilão da história, condenado pela ONU e pela OMS.

Então, além das discussões em torno do uso odontológico, por conta do risco de contaminação, há uma crescente discussão em torno da poluição que os resíduos da sua aplicação podem causar ao meio ambiente.

A consciência ambiental vem crescendo cada vez mais e talvez o fim do amálgama de prata ocorra mais por essa conscientização com o bem-estar do meio ambiente. Afinal, se existe uma opção que não agrida o meio ambiente, por que insistir na que faz mal?

O lixo produzido durante o procedimento de restauração com uso da mistura requer um descarte bem cuidadoso por parte dos profissionais e nem todos conseguem fazer isso.

Uso do amálgama no Brasil

O Brasil faz parte da convenção internacional de Minamata que por meio do decreto de número 9.470 entrou em vigor no território nacional em 14 de agosto de 2018.

O texto da convenção reconhece o mercúrio como uma substância química de preocupação global por causa dos danos que ele causa ao homem e ao meio ambiente, como já foi dito acima.

Dentre uma série de enfatização e reconhecimento sobre o uso do mercúrio a convenção adotou o seguinte objetivo:

“proteger a saúde humana e o meio ambiente das emissões e liberações antropogênicas de mercúrio e de compostos de mercúrio.”

O objetivo procura medidas para redução do uso do amálgama dentária, alguns deles são:

  1. prevenção de cáries para diminuir a necessidade de restaurações
  2. promover o uso de alternativas (apresentaremos abaixo a resina como solução)
  3. restringir o uso do amálgama em sua forma encapsulada.

Além disso, o V Simpósio de Odontologia Sustentável, um fórum internacional de debate sobre fundamentos, experiências e tecnologias na área de sustentabilidade que se aplicam aos médicos dentistas.

E no Brasil todos os recheios de prata usados para restaurar os dentes cariados são feitos de amálgamas com mercúrio.

Por que remover o amálgama dental

Já apresentamos bastante razões para que você perceba que a substituição do amálgama por resina é o melhor a ser feito e geralmente os motivos para isso são dois:

  1. o fator tóxico do amálgama dental gera uma preocupação, uma dúvida se estamos ou não expostos ao mercúrio.
  2. o incômodo do paciente por causa da cor escura que a substância alcança. Imagine só um destaque preto no meio dos dentes brancos? E feio, concorda?

Assim, como dissemos mais acima, a procura para substituição do amálgama de prata pela resina dental é grande.

E cientes da conscientização dos riscos que o amálgama oferece, a busca por clínicas que façam a remoção de forma segura também é grande (saiba mais sobre o serviço que a BelaClin realiza para remoção do amálgama de modo seguro clicando aqui).

Resina dental

Então, vamos conhecer um pouco sobre a resina dental? Além de mais bonita que o amálgama de prata, porque ela branca, também é bem mais moderna e oferece algumas vantagens:

  • menor remoção de tecido dental
  • biocompatibilidade
  • menor risco de infiltração dentária
  • estética.

O que mais faz o paciente trocar o amálgama por resina é a vantagem estética, porque afinal das contas a beleza importa, não é mesmo?

Como é feita a remoção adequada do amálgama dental

Para fazer a remoção do amálgama corretamente é adotado a técnica SMART (Safe Mercury Amalgam Removal Technique), recomendada pela IAOMT (Academia Internacional de Medicina Oral e Toxicologia).

No processo de remoção é preciso tomar alguns cuidados para diminuir os riscos que o mercúrio tóxico causa ao que entram em contato com ele, veja alguns:

Para proteção do médico dentista

  • Luvas de nitrilo sem látex
  • protetores faciais e toucas
  • na remoção, utilizar um aspirador oral de aerossol
  • cânula nasal com barreira impermeável.

Para proteção do paciente

  • vestimentas de proteção
  • máscara respiratória
  • sucção rápida de água e saliva.

Além disso, não é recomendado a colocação ou remoção do amálgama dental para gestantes, ou mães que ainda estão na fase de amamentação, pois a resposta à toxicidade do material é mais forte.

Seguindo-se as recomendações expostas, as chances de se ter um contato com o mercúrio será bem pequena e tanto a saúde do paciente como a do médico não serão prejudicadas. Afinal, todo cuidado com a saúde é importante.

É preciso trocar minhas obturações feitas com o amálgama?

Agora que você já conhece bastante sobre o assunto, pode surgir a pergunta:

O que posso fazer para trocar o amálgama dental por resina dental?

Não há nenhuma recomendação direta para substituição. A recomendação é que se substitua as novas aplicações por outro produto que não possua o mercúrio.

Mas se esteticamente te incomoda, e se tem algum receio quanto a contaminação com o amálgama, recomenda-se que se realize a troca para o seu bem-estar.

Conclusão

O amálgama dental não é usada em alguns consultórios, porque os riscos do contato com o mercúrio, principalmente nos cuidados com o armazenamento, fazem com que o uso da resina dental seja mais segura.

Esse é o caso da BelaClin, nós não aplicamos o amálgama dental, mas caso você tenha feito uma restauração dental com ela, é possível fazer a substituição pela resina.

Aqui é tomado todos os cuidados para que sua saúde seja preservada do contato tóxico com mercúrio. Além de fazermos o descarte correto, respeitando o meio ambiente.

E então, caso queira fazer a substituição, entre em contato conosco, clicando aqui e marque sua consulta. Aproveite e nos diga o que achou do conteúdo, deixando seu comentário abaixo.


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