Amálgama x resina

Publicado por:  Autor Desconhecido

É bem comum ouvir dos pacientes, no consultório odontológico, a seguinte frase: “Gostaria de trocar a obturação escura pela clarinha!”. A cultura da estética faz com que muitos pacientes queiram trocar a amálgama pela resina.

Mas será que vale a pena? Além dos prós e contras existem alguns critérios que devem ser levados em consideração para fazer essa troca.

A amálgama, que nada mais é do que a mistura de alguns metais como mercúrio, estanho, cobre e prata, entre outros, foi utilizada para as restaurações odontológicas durante muitos anos no mundo todo, apesar da toxicidade do mercúrio.

O lado bom é que a durabilidade do material é muito grande e enquanto a resina, mesmo com toda a evolução tecnológica, não dura tanto necessitando de revisões frequentes. Porém, as restaurações com a amálgama utilizam o mercúrio que é um metal pesado e tóxico para o organismo.

Em muitos países, o uso do amálgama nas restaurações é proibido.

Entendendo a polêmica em torno do assunto

Em agosto de 2015, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que proíbe a utilização de amálgama dental, composto por mercúrio, para restauração dentária, em todo o território nacional.

A proibição está prevista no Projeto de Lei 654/15, do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), e era válida para todos os procedimentos odontológicos, incluindo os realizados por auxiliares e técnicos em saúde bucal e próteses dentárias.

O objetivo era proteger a saúde dos profissionais da área odontológica, dos pacientes e do meio ambiente porque o mercúrio é considerado o segundo metal não radioativo mais contaminante que existe. É encontrado em três formas básicas: mercúrio elementar ou metálico, mercúrio inorgânico (sais de mercúrio) e orgânico (metilmercúrio). O mercúrio elementar é absorvido pelo organismo, o que pode resultar em graves desordens neurológicas. Quem quiser saber mais pode consultar a íntegra da proposta PL-654/2015

Em outubro do mesmo ano, após análise de nota técnica apresentada em encontro com a Coordenadora Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Dra. Rozangela Camapum, e profissionais da Odontologia, o deputado federal Federal Luiz Nishimori, resolveu retirar o PL 654/2015 que proíbe o uso de amálgama dentária, composta por mercúrio, para restauração dentária.

A decisão foi considerada uma vitória, visto que as entidades de classe, a exemplo do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), questionavam tal medida. Segundo o levantamento entregue pelo CROSP, o uso, ou não, da amálgama impacta diretamente em procedimentos cotidianos realizados nos consultórios e clínicas odontológicas, sem trazer malefícios comprovados à saúde do profissional, paciente ou meio ambiente.

4 tópicos esclarecedores para quem quer trocar a amálgama pela resina:

1. Para quem é indicado?

Para qualquer pessoa que se sinta incomodado com a amálgama na boca ou que a amalgama já esteja antiga.

2. Há alguma contraindicação?

Não há contraindicação. Porém, a chance de haver infiltração na restauração de resina é um pouco maior do que no caso do amálgama. Isso ocorre porque a contração da resina é maior do que a do metal e, como consequência, existe uma fenda microscópica, um pouco maior do que no caso do metal, entre o dente e a resina. Por esse motivo há a necessidade de uma boa higiene bucal.

3. Como é feita a remoção e a troca?

O procedimento consiste na remoção do amálgama com a caneta de alta rotação e a restauração é refeita com a resina.

4. Porque fazer a troca?

Apesar da grande durabilidade da amálgama, esteticamente a resina é bem melhor. A restauração fica “invisível”, pois dá para chegar exatamente na cor do dente.

A BelaClin não utiliza o amálgama para restaurações há cerca de 3 anos. Aqui na clínica você pode fazer a troca da restauração de amálgama por resina.

Essa é uma decisão bem pessoal, mas agora você já tem informações suficientes para fazer sua escolha!


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